quinta-feira, 2 de junho de 2016

PARTEIRA BALBINA

NASCIMENTOS EM ITAÚNA MG
Balbina Fortunata da Silva, nasceu em 31 de março de 1902, em Itatiaiuçu, filha de Severiano Calixto da Fonseca e Maria Fortunata da Silva. Casou-se em Itaúna, em 22 de outubro de 1921, aos 19 anos, com José Alexandre de Souza, que era então lavrador e contava apenas 23 anos.
Da união entre eles nasceram quinze filhos, quatro dos quais falecidos ainda muito novos: Maia de Lourdes Viana, a Preta, viúva de Antônio de Araújo, que teve 9 filhos; José Alexandre de Souza, casado com Terezinha, que teve 13 filhos; Paulo Alexandre de Souza, falecido, casado em duas núpcias, pai de 10 filhos; Norma Fonseca de Souza, divorciada, sem filhos, a famosa “Norma da Escola Normal”; Edison da Fonseca, que foi casado com Iracema, pai de 7 filhos; Cleonice da Fonseca, casada com Carlos, mãe de 6 filhos; Oscar da Fonseca, falecido, casado com Lúcia Teixeira, pai de 4 filhos; Marlene Fonseca da Silva, solteira; Arlete Fonseca, viúva de José Nascimento, mãe de 3 filhos; Valdete Fonseca, solteira; e, Jarbas Fonseca de Souza, viúvo de Marlete, pai de 3 filhos.
Balbina era daquelas mulheres notáveis, até difícil de se encontrar hoje em dia! Guerreira, valente, viveu sempre para ajudar as pessoas, ainda que muitas e muitas vezes isso tenha exigido sacrifício dos filhos e até do marido, de quem nunca acobertava falta ou deslizes. Administrava o lar, a conduta do marido e a educação dos filhos com mão de ferro, mas, sem se esquecer nunca do amor e carinho que nutria por todos!
A honestidade e a caridade eram os seus maiores predicados. Mal sabia ler e escreve, mas, aprendeu muito: na escola da vida foi “professora” com “pós-graduação e mestrado”. Enfrentou a vida com a valentia própria dos pioneiros ou desbravadores e nunca se comparou com pessoas, acima ou abaixo do que foi. Nunca se esmoreceu e nunca se ouviu dela uma só palavra de reclamação de enfrentar todos os desafios que a vida lhe colocou no caminho.
Nunca tomou uma atitude que pudesse render discriminação aos seus filhos. Pelo contrário, dizia sempre que, pela origem de todos, raça, cor, nível social ou escolaridade, não deviam aceitar qualquer preconceito ou discriminação. Dizia sempre para eles: somos pobres, mas devemos ser honrados e honestos.
Balbina foi parteira das mais conceituadas e solicitadas em Itaúna, ajudando centenas de cidadãos itaunenses a vir ao mundo. Acolheu em sua casa muitos doentes, pessoas mais pobres. Quantas e quantas pessoas com enfermidades ela socorreu, encaminhando a médico e hospitais ... A porta de sua casa estava sempre aberta, sem qualquer distinção que fosse. Era também arrumadeira de defuntos, o que fazia com todo o respeito à família, resguardando-se naquele momento de dor dos familiares.
Gostava muito da política e participava ativamente dela aqui em Itaúna. Enfrentava abertamente os adversários políticos em favor de seus candidatos preferidos. Porém, costumava dizer, sempre, que tinha adversários políticos, mas nunca políticos inimigos. Não se conformava com injustiças ou mal tratos aos que se mostravam fender seus direitos ou a luta pela vida.
A criação de seus filhos foi um capítulo à parte em sua vida. Entendendo que o marido não tinha como criar sozinho uma prole tão grande, foi à luta para ajudá-lo. Viajava pelas redondezas comprando ovos e frangos que ia revender em Belo Horizonte, onde conquistou um grande círculo de amizades. Era a “Dona Balbina”, que podia entrar em qualquer mansão belorizontina, sendo recebida por pessoas de alto nível. Nessas casas, era convidada a almoçar e assentar-se à mesa com os donos e seus filhos, sendo tratada com carinho e respeito. Nessas viagens a Belo Horizonte há de se destacar um fato peculiar: Balbina detestava sapatos ou chinelos e, por muitas vezes, foi e voltou a Belo Horizonte descalça.
Na capital mineira tornou-se amiga de grandes chefes políticos, como Israel Pinheiro e Tancredo Neves, dos quais frequentava a casa toda vez que podia. Para comprar, tinha crédito em toda a cidade, pois sua honestidade a precedia: não havia uma casa de comercio que não lhe fiasse qualquer mercadoria, pois a certeza do recebimento era total. A honestidade financeira e de princípios era sempre a maior lição que ela achava que tinha de passar para os filhos. Estes, continuaram a honrar o predicado maior da mãe, tornando-se todos cidadãos íntegros, que muitos contribuíram, cada um a seu modo, para o desenvolvimento e o crescimento de nossa Itaúna.
Destacou-se como uma pessoa que nunca levava desaforos para casa -  era brigadeira mesmo! -  masque, inversamente, nunca deixou um inimigo para trás. Hoje, mesmo depois de tantos anos de seu falecimento, é lembrada com carinho por muitas pessoas itaunenses. Deu grande exemplo de vida e deixou para os filhos um nome íntegro, orgulho de toda a prole.
Foi valente até mesmo na morte, nunca se deixando abater pela doença que a consumiu pouco a pouco, por mais de uma no. Falecida em 20 de dezembro   de 1975, aos 73 anos de idade, seu sepultamento foi dos mais concorridos na cidade. Os filhos se assustavam com a quantidade de gente que se aproximava e dizia ter recebido uma ajuda ou favor da Balbina, pessoas que eles mesmo desconheciam como favorecidos por ela.
Nasceu pobre e dizia ter chegado ao fim de sua vida rica, pois havia conquistado um teto para deixar para que os filhos morassem, muitas amizades e se tornara uma vencedora frente aos obstáculos cotidianos.
Só e somente a morte foi capaz de abatê-la na sua luta pela vida!
Parecendo que estava adivinhando a sua hora, ela publicou na antiga FOLHA DO OESTE, um agradecimento:
Obrigado Senhor! Pelos 73 anos que me deste de saúde, sem nenhuma dor de cabeça, 54 anos de casada, criando meus 11 filhos, dando morada para todos, me destes tudo que desejei. Eu pedi quando me desse uma enfermidade me desse também paciência e até isto eu recebi. Quando eu tiver de morrer, dê-me uma doença que eu não sinta muita dor, pois não irei lutar contra o Senhor!
Balbina do Severiano
Itaúna, 5 de setembro de 1975



Referência:
Revista de Itaúna: Mulheres Notáveis. Ano IV– Ed.05,2007, p.5.
Pesquisa e Organização: Charles Aquino
Imagem: Meramente ilustrativa, inspirada em fotografias do acervo do professor Guaracy de Castro Nogueira (In memoriam) e   Juarez Nogueira Franco (In memoriam).


FRANCISCO ALVES PAULINO


CUBÚ
Francisco Alves Paulino
(1911-2013)

Cubú foi um dos melhores “beques” (zagueiro) que já passaram pelo time de futebol de amador itaunense, o Sport Club Itaúna, décadas de 30/40. 

Francisco Alves Paulino, o Cubú, disse que usava uma touca para se proteger das “cabeçadas” que dava na bola, por ser de couro e costurada, a bola poderia machucar se a pessoa não soubesse cabecear. Nos dias de chuva, a “pelota” ainda mais pesada, misturando-se com a lama do campo. Mas sempre foi um momento mágico e feliz da minha vida.

Fui muito feliz por ter participado destes momentos bons do futebol itaunense. Tudo está gravado em minhas lembranças até hoje, e olha que estou com mais de 100 anos de idade. Minha função era de “beque”. Defender a nossa zaga do adversário e tínhamos o pensamento: a bola poderia até passar, mas o atacante não!  Risos!


 SPORT CLUB ITAÚNA: DÉCADA 30

CAMPO DA VÁRZEA (HOJE RODOVIÁRIA)

Ao centro de touca o zagueiro Cubú






REFERÊNCIAS:
Entrevista com Francisco Alves Paulino em sua residência na cidade de Itaúna, no dia 22/05/2012 (Francisco estava com 100 anos de vida e com muita alegria.  Veio a falecer no ano de 2013 e sepultado no cemitério central da cidade de Itaúna).
Acervo: Hely Jaó e Professor Marco Elísio Chaves Coutinho
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Colaborador: Prof. Marco Elísio Chaves Coutinho

COSME CAETANO DA SILVA

MEIO SÉCULO DE VERSATILIDADE NO RÁDIO

"Considerado um artista nato, com atuação em diversos segmentos da arte dedicou mais de 50 anos ao rádio"

Extremamente versátil, inteligente, criativo e com uma veia artística muito forte, o jornalista, advogado, radialista, dramaturgo instrumentalista e compositor. Cosme Caetano da Silva deixou um considerável legado, sobretudo no rádio, onde atuou mais de 50 anos. Ele iniciou sua carreira, neste veículo de comunicação, como músico da Rádio Clube de Itaúna tão logo foi inaugurada em 1950, passando em seguida por diversas funções na emissora e, nos últimos anos, apresentou o programa de variedades "Shôsme Silva Show" até a sua morte em 21 de agosto de 2003.

Cosme Silva nasceu em 24 de fevereiro de 1928 em São Gonçalo do Pará MG e aos 75 anos era um exemplo de entusiasmo e dedicação ao rádio. E tinha muita história para contar. Aliás, contar histórias era com ele mesmo, o que fazia com competência e propriedade ao escrever inúmeras peças teatrais, a exemplo de sua obra prima " E Ela não Voltou”, encenada pela primeira vez em Itaúna em 1964.

Essas habilidades de escritor também foram empregadas na criação de radionovelas, as quais, além de escrever, apresentava, narrando, interpretando e criando todos os sons necessários para compor a trama, a partir do seu aprendizado na Rádio Nacional do Rio, onde estagiou.

A Rádio Clube de Itaúna foi a primeira emissora do interior a produzir novelas radiofônicas em capítulos, fazendo grande sucesso em toda a região Centro Oeste de Minas.
Consta do anedotário do rádio que durante a transmissão - era tudo ao vivo _ de um capítulo de suas novelas, um dos personagens morreria vítima de um tiro, mas na hora prevista, a espoleta falou. O ator, contudo, não se atrapalhou e teve a iniciativa de começar a gritar:"Você não merece um tiro. Você vai morrer é na faca".

MÚSICA - Um instrumentista por excelência tocava piano, violão, cavaquinho, gaita, acordeom e escaleta, destacando-se, ainda, como compositor. Cosme Silva chegou a liderar dois conjuntos musicais: "Ases do Samba e "Garotas Tropicais" , mas abandonou sua atuação musical em decorrência das atividades que desempenhava no rádio, passando a acumular somente a função de promotor de shows, levando renomados artistas nacionais e internacionais à Itaúna, como : Nelson Gonçalves, Gauby Peixoto , Oscarito e Baden Powel .

 Ele também produziu inúmeros programas de auditório, revistas musicais, repostagens e transmissões de jornadas esportivas, sendo pioneiro nas transmissões do interior - a primeira foi ralizadade Uberaba pra Itaúna e foram gastas oito horas na construção da linha telefônica entre o estádio nacional e a central telefônica local.

Sem jamais abandonar a Rádio Clube de Itaúna, Cosme Silva participou da fundação da Rádio Santa Cruz de Pará de Minas - atualmente pertencente à Diocese de Divinópolis - e foi um dos sócio -fundadores da Rádio Tropical de Lagoa da Prata. Seu nome também está ligado à Associação Mineira de Rádio e Televisão — AMIRT, já que ele assinou a ata de criação da entidade, como representante da Rádio Clube de Itaúna.

 Suas múltiplas atividades não o impediram, contudo, de ter uma expressiva atuação social - isto muito antes do conceito de responsabilidade social e de voluntariado estar na moda.

Ele participou de conselhos consultivos, como membro atuante, de entidades diversas, desde hospitalares até clubes recreativos de operários, passando por unidades escolares, irmãos vicentinos e clubes de serviços como Rotary e Lions. Chegou a ser diretor do Orfanato de Itaúna e, ainda, arrumou um tempinho pra se enveredar pela política, sendo chefe de gabinete do prefeito Milton Penido e , posteriormente, vereador por dois mandatos  : 1970 a 1972 e de 1972 a 1976.

HOMENAGENS -  Pelos inúmeros projetos que desenvolveu, seja na área artística ou nos meios radiofônicos e empresariais, Cosme foi contemplado com medalhas, troféus e títulos. Dentre eles, o de Cidadão Honorário de Itaúna, em 1974; medalha de Ouro, concedida pela Associação dos Cronistas radiofônicos de Minas Gerais, em 1963; Troféu Força Nova, pelo jornal Diário de Minas, em 1969; Troféu Gutemberg, recebido em Araxá, em 1974; Operário Padrão de Itaúna, em 1978; e Troféu Bandeirantes, concedido pelo Programa Jota Silvestre, da Tv Bandeirantes de São Paulo, em 1983.

Também foi agraciado com diversos troféus de coritos e poesias.  Sua produção deu se, na maioria das vezes, como autodidata, já que só aos 40 anos ele pôde concluir o Madureza Supletivo, atualmente -e em seguida passar no vestibular para o Curso de Direito da Universidade de Itaúna em nono lugar, data a sua inteligência acima da média.

Casado com Dª Noêmia Maria Caetano, com quem teve dois filhos: Giovanni Vinícius e Cristine Guadalupe, Cosme Silva foi e continua sendo um exemplo para todos aqueles que conviveram com ele, aqueles que puderam acompanhar a sua trajetória ou que possam vir a tomar conhecimento da sua história.



Referência:
Texto: Guaracy de Castro Nogueira
Apoio: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira - ICMC
Organização e pesquisa: Charles Aquino
Acervo: Prof. Giovanni Vinícios

IRMA BENIGNA

Irmã Benigna Victima de Jesus

Em 1936 foi designada a prestar serviços no Hospital “Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira, no município de Itaúna, local este, em que se diplomou como técnica de enfermagem.
No ano de 1943, foi nomeada Madre Superiora, neste cargo, fundou uma maternidade que dava assistência às mães carentes da cidade. 
Em uma das Atas do Hospital ela escrevia: “Assumi a direção da Casa de Caridade Manoel Gonçalves no dia primeiro de janeiro de 1943. Procurei cumprir o dever que me foi imposto como também na medida de minhas forças, mantive como possível a minha capacidade, a ordem e o respeito dentro do Hospital” [...]
No ano de 1947, depois de doze anos de dedicação e trabalho, Irmã Benigna encerrava seus serviços como superiora do Hospital de Itaúna.


MOVIMENTO DOS ENFERMOS

O número de 7.409 doentes aceitos durante esses 21 anos de existência: examinados pelos Médicos assistentes e feito diagnósticos; foram internados e receberam o necessário segundo a prescrição médica. Deles 6.917 receberam alta completamente restabelecidos e faleceram 492.

Serviços externos gratuitos da policlínica, funcionam regularmente e tiveram o seu movimento aumentando.

Para os externos foram aplicados:

Curativos
46.628
Aplicação de Injeção
48.910
Pequenas operações
9.112
Lavagens vaginais
8.267
Exames de urina
12.997
Consultas
38.912
Radiações-ultra-violeta
10.590


Serviços internos das enfermarias e administração interna do hospital continuam a cargo das Irmãs Auxiliares da Piedade; com dedicação e proficiência desempenhando todo serviço do hospital no zelo e o amor no cumprimento de seus deveres, tem despertado o mais profundo reconhecimento, gratidão dos enfermos e desvalidos. São examinados pelos Médicos e assistentes.

Para os internos foram aplicados:

Injeções
62.240
Curativos
50.108
Pequenas operações
10.201
Grandes operações
12.000
Lavagens vaginais
11.212
Exames de urina
13.402
Radiações-ultra-violeta
1.190

Saiba mais em:



Ata da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira
Irmãs Auxiliares da Piedade
Registrado sob nº 16.539 às fls 272 vº do Livro A-XI.
Acervo: Prof. Marco Elísio
Organização e pesquisa: Charles Aquino



PROFESSOR JESUS FERREIRA

JESUS FERREIRA iniciou seus estudos no Instituto São Raphael desde tenra idade, onde logo mostrou seus talentos intelectuais e musicais. Ele fez grandes avanços na pesquisa acadêmica, mas dedicou sua vida à música. No instituto estudou teoria musical, harmonia e contraponto para os cursos de violino e regência. 

Após sua formação no Instituto São Raphael, seguiu para a cidade de São Paulo, trabalhando de início, em casas noturnas e durante o dia, em entidades para deficientes visuais. No famoso e conhecido Conservatório Dramático e Musical da capital paulistana, conquistou seu diploma agora como violinista, passando pelos ensinamentos dos mestres Dinorá Milloni Ferraz, Zacarias Autuori, Mário de Andrade entres outros especais. Chegou a participar como solista da Orquestra Sinfônica de São Paulo.  Após 10 anos, sem esquecer de suas raízes, em 1949 o professor Jesus Ferreira retorna a sua cidade natal, Itaúna, Minas Gerais para realizar um recital de violino, sendo bastante aguardado pelo público itaunense.   

No ano de 1959, ao ganhar em primeiro lugar o concurso de violão na cidade do Rio de Janeiro e tendo grandes oportunidades de ampliar seus sonhos nas terras cariocas, decidiu voltar para Minas Gerais no ano seguinte, onde passou a reger a direção do Coral São Raphael. Nas décadas de 1971 e 1973 foi homenageado pelo Lions Club com Certificado de Colaborador e Medalha de Honra ao Mérito, pelos trabalhos de representante do Instituto São Raphael no Conselho Nacional para o Bem Estar dos Cegos no Rio de Janeiro. 

Em 1974 o Coral regido pelo professor Jesus Ferreira seguiu para Porto Alegre na missão de cumprir um de seus mais importantes trabalhos: Participar do Congresso Internacional de Coros, sendo aclamados por todos os presentes após gloriosa apresentação, sendo desativado o grupo no mesmo ano. O Coral retorna com suas atividades no ano 1976 novamente com regência do professor Jesus, agora, denominado “Coral de Ex-alunos ARS Vita”, iniciando apresentações em terras paulistas por 10 dias consecutivos entre bares, lanchonetes, rádios, televisão e no Instituto de Cegos Padre Chico. O ano de 1975 o professor Jesus Ferreira foi um dos ilustres protagonistas que participou e ajudou o município de Itaúna, Minas Gerais a conquistar o título de “PRIMEIRA CIDADE EDUCATIVA DO MUNDO”. 

No ano de 1989 o Coral de Ex-alunos é desativado, todavia, ainda no mesmo ano, o professor e Diretor do Instituto São Raphael, José Juvenal da Cruz Filho em parceria com o Diretor de Planos e Programas da Coordenadoria de Apoio e Assistência ao Deficiente, conseguiram junto a igreja Batista do Barro Preto de Belo Horizonte, um espaço no auditório para novamente realizarem os trabalhos musicais, com isso, o professor Jesus Ferreira é novamente convidado a participar. O Diretor José Juvenal registra que foi mais uma época gloriosa e harmoniosa junto ao professor Jesus Ferreira, que lamentavelmente no ano de 1995, seus trabalhos foram interrompidos devido as condições frágeis de saúde do professor Jesus Ferreira não permitirem sua continuidade na regência.  O professor e Diretor José Juvenal ressalta ainda, que Jesus Ferreira “amblíope desde criança, além de musicólogo e professor foi exímio violinista, pianista e compositor, [...] que seu xará Jesus, o tenha recebido e o ajude a continuar alegrando e iluminando as almas por onde esteja”.  O memorável professor Jesus Ferreira veio a falecer 04 abril de 1998. 

FAMÍLIA

JESUS FERREIRA nasceu no município de Itaúna, Minas Gerais em 29 de junho de 1916. Filho de José Ferreira da Silva (Zé Carreiro da Várzea da Olaria) e Conceição Caetano Ferreira, neto paterno de João de Deus Ferreira e Castorina Maria de Jesus e pelo lado materno, neto de João Caetano e Luiza Caetano. Casou com HERMÍNIA GOBBO FERREIRA nascida no município de Sacramento, Minas Gerais em 20 de janeiro de 1910 e batizada aos 20 de abril 1911 na Paróquia de Nossa do Patrocínio do Santíssimo Sacramento; registrada no Registro Civil do Ipiranga São Paulo, assinado pelo Oficial de Registro Civil e Escrivão de Paz Geraldo de Barros Brotero em 01 de junho de 1940;  filha de João Gobbo e Maria Scalon.

O casal teve 3 filhos biológicos e um adotivo: Professor José Gobbo Ferreira, Coronel do Exército e doutor em Engenharia Aeroespacial, nascido aos 28 de fevereiro de 1941 às 20 horas a Rua Sousa Pereira no município de Sorocaba, Estado de São Paulo; registrado pelo Escrivão do Juízo de Paz e oficial do Registro Civil, Delmino Malheiro de Almeida e pelo Oficial Maior, Possidonio F.M. Quertchetti; Cleia Marcia Gobbo Ferreira, Técnica de Enfermagem; Terezinha Gobbo Ferreira, nascida no dia 8 de outubro de 1946, às 8:00 hs no prédio de número 1871 da Avenida do Estado, Subdistrito (Santa Efigênia) São Paulo, assinado pelo Oficial Arnaldo Leal – Serventuário da Escrivania do Juízo de Paz e oficial do Registro Civil das Pessoas; e José Carlos Munhoz. Assim teve 10 irmãos: parte de pai, José Ferreira, Geraldo Ferreira, Vital Ferreira, Constança, Aparecida e Aurora; por parte de mãe, Cosme Caetano da Silva, Terezinha, Agostinho e Maria São Gonçalo. Florescendo ainda mais 9 netos e 4 bisnetos.

 

CURRICULUM VITAE

PROFISSÃO:

Professor, violinista, pianista, compositor, arranjador musical, regente Coral 

ESCOLAR:

Primário - Instituto São Raphael 1927/1930

Ginasial Instituto São Raphael 1931/1935

Superior - Conservatório Dramático e Musical de São Paulo 1945

Curso de Extensão Cultural de regência e Técnica Vocal feito na Escola de Música da UFMG em 1973

REGISTROS:

Registros no MEC: Canto orfeônico - º 3518 29/09/1961

Educação Musical 8503 – 04/03/1969

Violino nº 709

TRABALHOS:

Professor de dicção - Instituto Pestalozzi, 1935 Belo Horizonte/MG;

Professor de Música - Instituto Padre Chico – São Paulo 1937/1939;

Adjunto da Direção Técnica - 1940-1945 da Associação Promotora de Instrução e Trabalho para Cegos – APIT / São Paulo/SP;

Gerente Técnico - SOT para cegos São Paulo - 1946/1960;

Professor de Educação Musical Efetivo nível P3E MASP;

Representante anual como delegado do Instituto São Rafael (Assembleias de Conselho Nacional para o Bem estar dos Cego, sediado no RJ);

Regente do Coral São Raphael – Belo Horizonte/MG – 1966/1974

Coral de Ex-alunos ARS VITA - 1975/1989/1995

OBRAS:

Publicação de obras musicais: “Noite de Estio”; “Faz-de-Conta” (Irmãos Vitale Ed. SP); “Coleções Noites Brasileiras”, Canções de Minha Terra”, Cenas Infantis” entre outras.

Autor do Hino Oficial do Município de Itaúna

Compôs peças para violino, violoncelo, instrumento de sopro e canto.

Arranjos para coral, Orquesta e Banda

Parcerias com Mestres Eládio Peres Gonçalves e Carlos Alberto Pinto Fonseca.

Foi um dos artistas consagrados que participou do projeto e ajudou o município de Itaúna a obter o título de “Cidade Educativa do Mundo” em 1975.



Referências: 

Organização, pesquisa e arte: Charles Aquino - Historiador Registro nº 343

(CDMSP): https://spcity.com.br/do-conservatorio-dramatico-musical-de-sao-paulo-praca-das-artes

FILHO, José Juvenal da Cruz. Agentes da Luz O Instituto, 2003, Ilustradas, p.49,50.

NOGUEIRA, Guaracy de Castro. In Enciclopédia Ilustrada de Pesquisa: Itaúna em detalhes. Ed. Jornal Folha do Povo, 2003, p. 28 a 31.

Apoio a pesquisa e Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira / Patrícia Gonçalves Nogueira

Apoio a Pesquisa e Acervo:  Professor Giovanni Vinicius (sobrinho de Jesus Ferreira)

Apoio a Pesquisa: Cosme Caetano da Silva (In Memoriam)

Apoio a Pesquisa: Itaúna em Décadas (Blog / Site): Disponível em:

https://itaunaemdecadas.blogspot.com   

 Acervo: Museu Municipal Francisco Manoel Franco – Violino: Disponível em:  https://www.itauna.mg.gov.br/imgeditor/file/Violino.pdf

 

Fontes Impressas da Biblioteca Nacional Digital do Brasil:

Correio da Manhã – Rio de Janeiro, Domingo, 1 de Dezembro de 1935, nº 12589

Correio da Manhã – Rio de Janeiro, Quarta-Feira, 19 de Agosto de 1936, nº 12.812  

Correio Paulistano – São Paulo, Quarta-Feira, 19 de Outubro de 1949, nº 28692

Correio Paulistano – São Paulo, Quarta-Feira, 23 de maio, nº 30717

Diário Carioca – Rio de Janeiro, Sábado 28 de Janeiro de 1939, nº77

Diário de Notícias – Rio de Janeiro, Domingo 9 de Outubro de 1949, nº 8272

Diário de Notícias – Rio de Janeiro, Domingos 26 de Junho de 1949, nº 8182

Folha do Oeste – Itaúna, 24 de Julho de 1949, nº 32

Gazeta de Notícias – Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 1927, nº 21

Jornal do Brasil – Rio de Janeiro, Quinta-feira, 26 de Janeiro de 1939, nº 22

Jornal do Commercio – Rio de Janeiro, Sexta-Feira, 29 de Outubro de 1937, nº 25

O Malho – Rio de Janeiro, 16 de Março de 1929, nº 1383

 

Family Search: Disponível em:

 https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CS6V-8BVM

https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CSDY-R9ZC-S


https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CS87-M9FQ