terça-feira, 23 de junho de 2026
quinta-feira, 11 de junho de 2026
NOVA RAINHA
Temos uma Nova Rainha Perpétua de Santa Ifigênia!
O texto do Professor Geraldo Fonte Boa registra a coroação da nova Rainha Perpétua de Santa Ifigênia do Reinado de Nossa Senhora do Rosário de Itaúna/MG, Samara Regina Ferreira, sucedendo sua avó, a saudosa D. Sãozinha, que por muitos anos exerceu papel de destaque na tradição congadeira local.
A escolha da nova Rainha representa a
continuidade de um legado familiar e religioso profundamente ligado à Irmandade
das Sete Guardas e à preservação das festividades do Reinado.
O autor destaca que a nova rainha já
possuía vínculos com a tradição desde a infância, quando foi coroada princesa e
participou das celebrações do Rosário.
Agora, assume a responsabilidade de
conduzir, ao lado do Rei Congo Dilermando e da Rainha Conga Maria Ana,
os festejos do Reinado, mantendo viva uma herança cultural transmitida entre
gerações.
A narrativa descreve também o
complexo ritual de coroação realizado na Capelinha das Sete Guardas. A
cerimônia é marcada por cortejo, cânticos, orações e pela entrega dos
principais símbolos da realeza congadeira: a coroa, o manto e a insígnia.
Cada etapa é acompanhada por versos tradicionais entoados pelo Capitão-Mor e respondidos pela assembleia, reforçando o caráter sagrado da coroação e a devoção a Nossa Senhora do Rosário.
Por se tratar da coroação da Rainha de Santa Ifigênia, o rito inclui ainda elementos específicos ligados à santa, como a entrega simbólica da Casinha de Santa Ifigênia, além de cantos, homenagens e do ritual de cumprimentos realizado pelos congadeiros.
As guardas de Moçambique e Candombe participam ativamente da
celebração, saudando a nova rainha com flores, cânticos e toques de caixas e
gungas.
Ao final, o cortejo conduz a nova Rainha até a residência de D. Sãozinha, que permanece como quartel das guardas,
simbolizando a continuidade da tradição.
O texto encerra-se valorizando o
Reinado como expressão de fé, memória, ancestralidade e resistência cultural,
ressaltando que o respeito a essa manifestação passa pelo conhecimento e pela
convivência com o povo congadeiro de Itaúna.
Disponível em: Blog do Professor Geraldo Fonte Boa.
Nota
A
cerimônia de coroação da Rainha Perpétua de Santa Ifigênia, realizada em 2024,
também foi registrada em vídeo por Gilson Antônio e encontra-se
disponível no YouTube. O registro audiovisual constitui uma importante fonte
complementar para a preservação da memória do Reinado de Nossa Senhora do
Rosário de Itaúna, permitindo acompanhar os ritos, cânticos, símbolos e
homenagens que marcaram a coroação de Samara Regina Ferreira como
sucessora de D. Sãozinha na função de Rainha Perpétua de Santa Ifigênia.
Referências
FONTE
BOA, Geraldo. Temos uma nova Rainha Perpétua de
Santa Ifigênia!. Itaúna, 24 mar. 2024. Disponível em: Blog do Professor Geraldo Fonte Boa. https://phonteboa.blogspot.com/2024/03/temos-uma-nova-rainha-perpetua-de-santa.html
.Acesso em: 3 jun. 2026.
Registro audiovisual da
cerimônia:
Coroação da Rainha Perpétua de Santa
Ifigênia (2024) – Gilson Antônio. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=w4A4QzSEt9Y
© AFRO MEMÓRIA ITAUNENSE
Projeto independente de memória, história e patrimônio cultural.
Síntise, pesquisa, arte e concepção:
Charles Galvão de Aquino — Historiador (Registro nº 343/MG).
Nota sobre a imagem de capa
A imagem de capa foi criada com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), a partir de referências históricas, culturais e visuais associadas ao Reinado de Nossa Senhora do Rosário de Itaúna. Sua finalidade é ilustrativa e simbólica, buscando representar aspectos do patrimônio material e imaterial da manifestação, sem constituir um registro fotográfico real.
quinta-feira, 4 de junho de 2026
DESCOROAMENTO
Ritual de Descoroamento
da Rainha Perpétua de Santa Ifigênia em Itaúna
O texto do Professor Geraldo Fonte
Boa registra o ritual de descoroamento de D. Maria da Conceição de Jesus (D.
Sãozinha), Rainha Perpétua de Santa Ifigênia do Reinado de Nossa Senhora do
Rosário de Itaúna.
A cerimônia, realizada durante seu
velório, é apresentada como uma manifestação rara e profundamente simbólica da
tradição congadeira, marcada pela despedida de uma liderança que, por décadas,
esteve à frente da organização e condução dos festejos do Reinado na cidade.
Antes de descrever o ritual, o autor
contextualiza a importância de D. Sãozinha para a comunidade congadeira. Além
de exercer a função de Rainha Perpétua, sua residência servia como quartel de
guardas tradicionais do Reinado, tornando-se um importante espaço de
preservação da fé, da cultura e das práticas religiosas ligadas à devoção a
Nossa Senhora do Rosário e a Santa Ifigênia.
Sua atuação estava diretamente
associada à manutenção das festividades anuais, que mobilizam guardas,
capitães, familiares e devotos em torno de uma tradição transmitida entre
gerações.
O velório foi marcado por homenagens
realizadas pelos capitães e integrantes das guardas, que expressaram sua
despedida por meio de orações e cânticos. Em respeito à solenidade do momento,
os instrumentos tradicionalmente presentes nas festas permaneceram silenciados,
reforçando o caráter de luto e reverência à rainha falecida.
O ritual de descoroamento teve início
algumas horas antes do sepultamento, sob a condução do Capitão-Mor da Irmandade
das Sete Guardas. Sobre o corpo da rainha foram colocados os símbolos de sua
função: a coroa, o manto e o cetro. A cerimônia desenvolveu-se por meio de
orações e cânticos responsoriais, nos quais a assembleia acompanhava as
invocações conduzidas pelos capitães. Em seguida, realizou-se a retirada ritual
desses objetos sagrados.
Utilizando bastões, os capitães
erguiam a coroa, o manto e o cetro sem tocá-los diretamente com as mãos,
conduzindo-os ao longo do corpo da falecida até entregá-los às suas filhas e
netas. Esse gesto simbolizava o encerramento de sua missão terrena como Rainha
Perpétua e a devolução das insígnias que representam a autoridade espiritual e
cerimonial exercida durante sua vida.
Após a retirada dos símbolos, os
participantes entoaram cânticos finais que confirmavam o descoroamento da
rainha e exaltavam sua trajetória de devoção. O ritual foi encerrado com vivas
a Nossa Senhora do Rosário e ao Rosário de Maria, reafirmando a dimensão
religiosa da cerimônia e a crença na continuidade espiritual da missão cumprida
por D. Sãozinha.
O texto também destaca que as
homenagens prosseguiram durante o cortejo fúnebre, na Capela do Rosário e no
cemitério, sempre acompanhadas por cânticos e manifestações de respeito à
rainha falecida.
Ao final, o autor ressalta que a
coroa permaneceu sob a guarda de suas descendentes, responsáveis por definir
quem assumiria futuramente a função de Rainha Perpétua de Santa Ifigênia,
garantindo a continuidade da tradição do Reinado em Itaúna.
Por fim, o texto contextualiza
historicamente a existência da Capela das Sete Guardas, vinculando sua criação
às tensões ocorridas na década de 1940 entre congadeiros e autoridades
eclesiásticas.
Dessa forma, o ritual de
descoroamento é apresentado não apenas como uma despedida individual, mas como
uma expressão da memória coletiva, da resistência cultural e da permanência das
tradições afro-brasileiras que constituem o Reinado de Nossa Senhora do Rosário
de Itaúna.
FONTE BOA,
Geraldo. Ritual de Descoroamento da Rainha Perpétua de Santa Ifigênia em Itaúna. Disponível em: https://phonteboa.blogspot.com/2023/12/ritual-de-descoroamento-da-rainha.html . Acesso em consulta realizada para esta
síntese.
Projeto independente de memória, história e patrimônio cultural.
Síntese, pesquisa, arte e concepção:
Charles Galvão de Aquino — Historiador (Registro nº 343/MG).
Mais registros sobre a Rainha
Itaúna se despede de Dona Sãozinha, Rainha do Reinado
Expoente da cultura e folclore religioso
Nota sobre a imagem de capa
A imagem de capa foi produzida com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), a partir de referências visuais, históricas e culturais relacionadas ao Reinado de Nossa Senhora do Rosário de Itaúna/MG. Trata-se de uma representação artística inspirada na tradição congadeira, não correspondendo a um registro fotográfico real de um evento específico.
terça-feira, 2 de junho de 2026
VOZES DO REINADO
A série documental A História do Reinado em Itaúna, produzida pela Prefeitura Municipal de Itaúna, oferece ao público a oportunidade de conhecer as narrativas, memórias e experiências compartilhadas pelos próprios integrantes de uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas do município.
Organizada em quatro episódios temáticos, a produção aborda diferentes dimensões do Reinado, contemplando suas narrativas de origem, a trajetória das guardas, a centralidade da fé e a importância da festa como espaço de preservação da memória coletiva e da ancestralidade afro-brasileira.
Mais do que registrar uma celebração tradicional, o documentário permite compreender os significados atribuídos ao Reinado por aqueles que vivenciam e preservam essa manifestação cultural em seu cotidiano.
Antes da análise dos episódios, é importante destacar que a série documental A História do Reinado em Itaúna, produzida pela Prefeitura Municipal, constitui um registro fundamentado principalmente na memória coletiva, na tradição oral e nos testemunhos dos próprios integrantes.
Ao longo dos quatro episódios, as narrativas são construídas a partir das experiências, crenças, lembranças, devoções e interpretações compartilhadas por capitães, reis, rainhas, congadeiros e demais participantes da manifestação.
Nesse sentido, o documentário não se apresenta como uma pesquisa histórica baseada na análise crítica de documentação escrita, registros arquivísticos ou debates historiográficos especializados.
Sua proposta consiste em dar voz aos sujeitos que vivenciam e preservam a tradição do Reinado, registrando narrativas de origem, valores religiosos, símbolos, práticas culturais e memórias transmitidas entre gerações.
Dessa forma, os relatos apresentados devem ser compreendidos como expressões da memória social e da identidade cultural dos grupos envolvidos.
Elementos como a lenda de Chico Rei, o resgate de Nossa Senhora do Rosário pelas guardas e outras narrativas presentes nos episódios integram um universo simbólico construído e preservado pela tradição oral, desempenhando papel fundamental na formação da identidade do Reinado.
Ainda que nem sempre possam ser verificadas por meio da documentação disponível, essas narrativas possuem relevância histórica por revelarem as formas pelas quais as comunidades interpretam suas origens, atribuem significados ao passado e fortalecem seus vínculos coletivos no presente.
Sob essa perspectiva, o documentário oferece uma importante fonte para a compreensão de como os próprios congadeiros interpretam sua história, sua fé, sua ancestralidade e sua trajetória coletiva.
Mais do que buscar estabelecer uma reconstrução factual das origens do Reinado, a produção permite observar os significados atribuídos à manifestação por aqueles que a mantêm viva na contemporaneidade.
Do ponto de vista metodológico, torna-se necessário distinguir memória, tradição oral e história. Enquanto a história acadêmica busca compreender o passado por meio da análise crítica de diferentes fontes documentais, a memória constitui uma construção social permanentemente atualizada pelos grupos que a preservam.
A tradição oral, por sua vez, atua como um importante mecanismo de transmissão de conhecimentos, valores, crenças e experiências entre gerações. Essas diferentes formas de interpretação do passado não devem ser vistas como excludentes, mas como dimensões complementares que contribuem para a compreensão dos fenômenos culturais.
Assim, o principal valor histórico da série documental não reside na comprovação documental dos acontecimentos narrados, mas na possibilidade de compreender como os participantes do Reinado elaboram suas lembranças, constroem suas identidades e atribuem sentido à própria existência da manifestação.
A estrutura da série documental acompanha um percurso narrativo que parte das narrativas de origem do Reinado, avança para a organização e a continuidade das guardas, aprofunda-se na dimensão espiritual da manifestação e culmina na celebração pública da festa.
Ao longo dos quatro episódios, os depoimentos dos participantes revelam como memória, ancestralidade, fé, tradição e pertencimento são constantemente articulados na construção da identidade congadeira, expressa nas práticas e vivências do Reinado.
Dessa forma, mais do que apresentar uma cronologia dos acontecimentos, o documentário permite compreender os significados atribuídos ao Reinado por aqueles que vivenciam e preservam essa manifestação cultural na contemporaneidade.
Ao registrar essas vozes, o documentário preserva um importante patrimônio imaterial e oferece um testemunho significativo sobre os processos de construção da memória coletiva, da religiosidade popular e da ancestralidade afro-brasileira em Itaúna.
Projeto independente de memória, história e patrimônio cultural.
Texto, pesquisa, arte e concepção:
Charles Galvão de Aquino — Historiador (Registro nº 343/MG).
REFERÊNCIAS:
PREFEITURA
MUNICIPAL DE ITAÚNA. A História do Reinado em Itaúna – Episódio 1.
YouTube, 01/08/2025. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=p0WuchARm_c.
Acesso em: 10 jun. 2026.
PREFEITURA
MUNICIPAL DE ITAÚNA. As Guardas – Episódio 2. YouTube, 11/08/2025.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=PHCkF8z7roM.
Acesso em: 10 jun. 2026.
PREFEITURA
MUNICIPAL DE ITAÚNA. A Fé – Episódio 3. YouTube, 18/08/2025. Disponível
em:
https://www.youtube.com/watch?v=uPtRln9vjhM. Acesso em: 10 jun. 2026.
PREFEITURA
MUNICIPAL DE ITAÚNA. A Festa – Episódio 4. YouTube, 26/08/2025.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Az0mXhLqbKU
. Acesso em: 10 jun. 2026.
Nota sobre a imagem de capa
A imagem utilizada na capa deste documentário foi produzida com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), tendo como referência fotografias, registros visuais, elementos arquitetônicos, símbolos, relatos orais e informações históricas relacionados ao Reinado de Itaúna. Trata-se de uma representação artística inspirada no patrimônio cultural e religioso da manifestação, não correspondendo a um registro fotográfico real de um evento específico.
domingo, 24 de maio de 2026
ITAÚNA: FESTA DO REINADO
DOCUMENTÁRIO
O blog "Afro Memória Itaunense" apresenta a série documental “ Festa do Reinado" em Itaúna, produção audiovisual realizada pela Prefeitura Municipal de Itaúna dentro do Programa de Educação Patrimonial dedicado à preservação e valorização deste importante bem cultural do município.
A narrativa é conduzida pelo professor e pesquisador
Geraldo Fonte Boa, cuja trajetória está profundamente vinculada aos estudos da
história e das tradições populares itaunenses.
Originalmente
divulgada em oito episódios curtos, a série buscou registrar aspectos
históricos, religiosos, simbólicos e culturais da Festa de Nossa Senhora do
Rosário — manifestação que integra uma das mais importantes expressões da
religiosidade popular e da memória afro-brasileira em Itaúna.
Mais do que uma festividade religiosa, o Reinado constitui um patrimônio coletivo construído ao longo de gerações, envolvendo fé, devoção, musicalidade, ancestralidade, identidade comunitária e resistência cultural.
Os episódios apresentados pela
Prefeitura em 2018 tiveram justamente o objetivo de aproximar a população dessa
herança histórica, reforçando sua importância para a preservação da memória
local.
Nesta edição
especial reunida pelo Afro Memória Itaunense, os oito episódios foram
organizados em uma única página, permitindo ao público acompanhar de forma
contínua a narrativa histórica sobre a formação e o significado da Festa de
Nossa Senhora do Rosário em Itaúna.
Ao longo da
série, são abordados temas fundamentais da tradição do Reinado:
A origem histórica da festa em Itaúna;
Sua popularização no município;
O papel das capelas e dos espaços sagrados;
Os festejos e rituais tradicionais;
As Guardas do Reinado e seus significados;
Os sons, cores e símbolos presentes nas celebrações;
A importância das Rainhas da festa;
A preservação patrimonial vinculada ao Cruzeiro e às
Capelas de Nossa Senhora do Rosário.
O episódio final
destaca a dimensão patrimonial da celebração, lembrando que as capelas e o
Cruzeiro vinculados ao Reinado constituem bens tombados, preservando uma
tradição que atravessa mais de 150 anos da história itaunense.
O Afro Memória Itaunense disponibiliza esta compilação com finalidade exclusivamente
cultural, educativa e de preservação da memória histórica local, mantendo os
devidos créditos à produção original realizada pela Prefeitura Municipal de
Itaúna e à narrativa do professor Geraldo Fonte Boa.
Narrativa
Histórica: Professor Geraldo Fonte Boa.
Série produzida
em 2018 dentro do Programa de Educação Patrimonial do Município de Itaúna/MG.
Material disponibilizado para fins culturais, educativos e de preservação da memória histórica do Reinado de Nossa Senhora do Rosário em Itaúna/MG.
https://orcid.org/0009-0002-8056-8407

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